Derrotas de aliados de Davi Alcolumbre nas eleições estaduais
O presidente do Senado vê seus aliados perderem cargos importantes nas urnas de 2026

Nas eleições estaduais de 2026, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), viu seus principais aliados perderem as disputas no Amapá. O resultado altera o cenário político que ele busca para a reeleição à presidência da Casa em 2030.
Derrota do governador e do senador aliado
Com 92,79% das urnas apuradas, o governador Clécio Luís (União Brasil) foi derrotado no primeiro turno pelo ex-prefeito Dr. Furlan (PSD), que obteve 62,25% dos votos contra 37,47% do incumbente. Na mesma votação, o senador Randolfe Rodrigues (PT), aliado de Alcolumbre e candidato à reeleição, também foi afastado, ficando em terceiro lugar com 18,79%.
Consequências para a estratégia de reeleição de Alcolumbre
Alcolumbre não concorreu ao cargo em 2026, mas acompanha a performance de seu grupo político. As derrotas enfraquecem sua base de apoio no estado e aumentam a pressão sobre sua candidatura à Mesa do Senado, prevista para fevereiro de 2027, e sua eventual reeleição em 2030.
Reação de Alcolumbre ao resultado
Em nota oficial, Alcolumbre afirmou que recebeu o resultado "com respeito" e que sua defesa do estado "permanece". O texto destaca a necessidade de serenidade para reconhecer a vontade popular e a responsabilidade de continuar trabalhando por desenvolvimento, segurança e oportunidades para o Amapá.
Relação com o presidente da República
Após a derrota histórica do Senado ao presidente Lula em outra votação, Alcolumbre retomou o diálogo com o governo. Ele participou de agenda com Lula no Amapá para anunciar a descoberta de petróleo na foz do Amazonas e anunciou que o Senado votará a PEC que encerra a jornada de trabalho 6x1, medida vista como apoio ao presidente.
Impacto nas percepções públicas
As perdas nas urnas geram desgaste para Alcolumbre, que já enfrenta rejeição de sua imagem junto à opinião pública. O enfraquecimento de seu grupo político no Amapá pode influenciar a composição da Mesa Diretora do Senado e as negociações de apoio entre o Legislativo e o Executivo nos próximos anos.
Com informações de O GLOBO.
Fonte: O GLOBO