Criança morre após contrair ameba comedora de cérebro
Caso gerou grande repercussão e alerta sobre infecção rara nos Estados Unidos

Uma criança de oito anos faleceu após contrair uma infecção rara causada por uma ameba comedora de cérebro, contraída enquanto nadava em um lago. O caso gerou grande comoção e mobilizou autoridades de saúde e moradores da região.
O que aconteceu com a criança
Lillian Smart faleceu no hospital após enfrentar graves lesões e inchaço no cérebro causados por um parasita. Segundo os familiares e o departamento de saúde, ela havia frequentado um lago localizado a noroeste de sua cidade natal, onde provavelmente teve contato com o organismo.
Como a infecção é transmitida
O organismo conhecido como Naegleria fowleri é uma ameba microscópica que prospera em água doce e morna. A infecção neurológica ocorre quando a água contaminada entra com força pelo nariz e chega ao cérebro. As autoridades de saúde destacam que a infecção não pode ser contraída se a água for engolida e também não é transmitida de uma pessoa para outra.
Sintomas e gravidade da doença
Os sintomas iniciais da contaminação incluem febre, dor de cabeça, náusea e vômito. A infecção é difícil de detectar e avança rapidamente, podendo provocar rigidez no pescoço, confusão mental, perda de equilíbrio e alucinações. De acordo com os órgãos de saúde, a doença é extremamente rara, mas apresenta taxa de mortalidade quase total.
Histórico e expansão da ameba
Dados oficiais apontam que infecções desse tipo são raras, com poucas dezenas de casos confirmados ao longo das últimas décadas. Historicamente concentrados em estados do sul e do centro devido às temperaturas mais quentes, pesquisas recentes indicam que as mudanças climáticas estão aquecendo as águas em regiões do norte e do meio-oeste, o que amplia as áreas onde a ameba pode ser encontrada.
Mobilização da comunidade local
Enquanto o caso era acompanhado por familiares e profissionais de saúde, empresas e moradores locais organizaram eventos de arrecadação de fundos e apoio à família. A comunidade local vestiu camisas em homenagem à menina e utilizou uma página em rede social para compartilhar mensagens de solidariedade e atualizações sobre o estado de saúde durante o período de internação.
Com informações de CNN, KNOE.
Fonte: CNN, KNOE