Cosan recebe propostas vinculantes pela venda de fatia na Rumo
Companhia avalia alternativas para reduzir endividamento e alavancagem.
A Cosan informou que está recebendo propostas vinculantes de potenciais interessados em sua fatia na Rumo, operadora de ferrovias de carga. A movimentação ocorre em um cenário de alta alavancagem e busca por estratégias para melhorar o operacional e o endividamento.
Processo de avaliação e propostas vinculantes
A empresa reiterou que tem dado prosseguimento ao processo de avaliação de alternativas para a venda de parte de sua participação na operadora, alinhada à sua estratégia de desalavancagem. Contudo, a companhia pontuou que não há qualquer decisão tomada até o momento sobre a efetiva realização de uma transação. O presidente-executivo da Cosan, Marcelo Martins, havia afirmado em teleconferência que a companhia continuava em conversas com interessados, enquanto publicações da imprensa apontam a intenção de negociar cerca de quinze por cento da Rumo.
Panorama financeiro e o balanço do trimestre
A operação em estudo acontece em um momento de endividamento da Cosan. No balanço financeiro reportado, a companhia fechou o segundo trimestre com prejuízo líquido atribuível aos acionistas controladores de trezentos e vinte milhões de reais, representando uma melhora em relação ao mesmo período anterior. A redução das perdas veio de um aperto nas despesas financeiras e corporativas e da melhora da equivalência patrimonial.
Reestruturações e mudanças recentes na estrutura
Além das conversas sobre a Rumo, a empresa anunciou uma série de reestruturações. Entre as medidas estão mudanças na diretoria, a saída da Bolsa de Nova York e a simplificação acionária no Grupo Radar, subsidiária voltada para a aquisição e gestão de propriedades rurais. Em junho, a contratação de um assessor financeiro foi oficializada para avaliar alternativas sobre a fatia detida na operadora de ferrovias.
A importância da Rumo no portfólio
A Rumo figura como um dos principais ativos do portfólio da Cosan e possui relevância estratégica para o escoamento da produção do agronegócio do país. A holding detém uma participação expressiva na operadora de cargas, o que faz com que qualquer alteração acionária desperte a atenção do mercado e de investidores interessados no setor.
Com informações de Folha de S.Paulo, VEJA.
Fonte: Folha de S.Paulo, VEJA