Corinthians quer vender Bidon após convocação à seleção
Diretoria paulista tenta acelerar negociação do volante para cobrir déficit financeiro e antecipar receitas
A convocação do volante Breno Bidon à seleção brasileira acendeu luzes verdes para a diretoria do Corinthians, que agora enxerga a oportunidade como uma via rápida para realizar uma venda necessária ao equilíbrio das contas do clube.
Valorização e intenção de venda
Segundo o jornalista Samir Carvalho, ao programa De Primeira do Canal UOL, a diretoria do Corinthians "viu o cifrão" com a valorização do atleta. O clube está utilizando intermediários e empresários, inclusive um profissional contratado especificamente para negócios fora do Brasil, principalmente na Europa, para tentar fechar a transferência. A expectativa de venda aumentou significativamente dentro da instituição, e o jogador está oficialmente à venda.
Cenário financeiro delicado
O Corinthians enfrentou dificuldades para fechar as contas e não bateu a meta de arrecadar 25 milhões de euros líquidos (cerca de R$ 148 milhões) na última janela de transferências de meio de ano. As negociações para a venda de Bidon e do atacante André foram frustradas. No caso de Bidon, o Besiktas, da Turquia, sinalizou uma proposta de 18 milhões de euros, mas não a formalizou a tempo, o que levou ao encerramento da negociação. O Nottingham Forest também apresentou proposta por André, mas não houve acordo.
Estratégias para cobrir o déficit
Com um déficit crescente que chegou a R$ 246 milhões no acumulado do primeiro semestre, o clube estuda opções para compensar o que deixou de arrecadar. Uma das alternativas analisadas pela Diretoria Financeira é antecipar até 30% das receitas previstas para 2027. Outra possibilidade discutida é um acordo para receber dinheiro agora e liberar o atleta apenas no final do ano. O orçamento de 2026 previa arrecadação de R$ 151 milhões com repasse de direitos federativos e verbas de solidariedade da Fifa, mas até junho o saldo foi de apenas R$ 2,978 milhões.
Janelas de transferências e alternativas
O Corinthians alegou que optou por não vender jogadores no início do ano para priorizar a Libertadores e "valorizar ativos", mas o financeiro contava com a geração de R$ 75 milhões líquidos com atletas, meta não atingida. Agora, a diretoria avalia aproveitar a janela de transferências portuguesa, que permanece aberta até o dia 15, como uma alternativa para uma negociação mais rápida. O clube possui três transfer bans em vigor, o que impede contratações, mas não a venda de jogadores.
Comparativo com rivais
O cenário financeiro do Corinthians contrasta com o de rivais como o Flamengo. Enquanto o clube paulista fechou o primeiro semestre com R$ 2,2 bilhões em dívida na associação e R$ 640 milhões na Neo Química Arena, o Flamengo apresentou maior arrecadação e menor endividamento. De janeiro a junho, o Flamengo faturou R$ 839 milhões, contra R$ 426 milhões do Corinthians. A disparidade na arrecadação e a dívida de curto prazo de R$ 803 milhões colocam o Corinthians em situação crítica para honrar compromissos financeiros.
Com informações de UOL, ge, Estadão.
Fonte: UOL, ge, Estadão