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Copom inicia quinta reunião de 2026 para definir a Selic

A decisão será divulgada em 5 de agosto, após dois dias de debates sobre a economia nacional e internacional.

Daniele Morais
4 de agosto de 2026 · 2 min de leitura
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Copom inicia quinta reunião de 2026 para definir a Selic
Imagem: "NCDOT Statewide Excellence Award Given to Triad Business Officer" by NCDOTcommunications is licensed under CC BY 2.0. To view a copy of this license, visit https://creativecommons

Em 4 de agosto de 2026, o Comitê de Política Monetária do Banco Central iniciou sua quinta reunião do ano. A decisão sobre a taxa básica de juros, a Selic, deve ser divulgada em 5 de agosto, após dois dias de debates sobre o cenário econômico nacional e internacional. O encontro ocorre com a Selic em 14,25% ao ano, seu menor patamar em 2026.

Início da quinta reunião do copom

O Copom se reúne a cada 45 dias. No primeiro dia da sessão são apresentadas análises técnicas sobre a evolução das economias brasileira e mundial, bem como o comportamento do mercado financeiro. No segundo dia, os membros do comitê avaliam os cenários e definem o nível da taxa básica de juros.

Expectativas para a decisão da taxa selic

As expectativas apontam que a decisão será anunciada em 5 de agosto. Na segunda-feira (3), o Boletim Focus mostrou que o mercado reduziu a projeção da Selic de 14% para 13,75% para 2026, a primeira revisão para baixo desde março. Em reuniões anteriores, o Copom chegou a sinalizar a possibilidade de cortes, mas o conflito entre Estados Unidos e Irã gerou incertezas, sobretudo nos preços dos combustíveis, o que levou o comitê a adotar postura mais cautelosa.

Redução nas projeções de inflação no boletim focus

Segundo o Boletim Focus mais recente, a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) foi reduzida de 5,12% para 5,03% para 2026. Apesar da melhora, a estimativa ainda está acima do teto da meta de inflação, que é 3% com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, ou seja, limite superior de 4,5%.

Como a taxa selic influencia crédito e consumo

A taxa básica de juros serve de referência para as demais taxas da economia e para a negociação de títulos públicos emitidos pelo Tesouro Nacional. Quando o Copom eleva a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida; juros mais altos encarecem o crédito, estimulam a poupança e reduzem pressões sobre os preços. Por outro lado, taxas mais elevadas podem dificultar a expansão econômica. Quando a Selic é reduzida, o crédito tende a ficar mais barato, favorecendo consumo e investimentos, o que estimula a atividade econômica.

Cenário de cautela diante de conflitos internacionais

Embora em encontros anteriores o Copom tenha considerado a possibilidade de cortes na taxa, o conflito entre Estados Unidos e Irã criou incertezas, principalmente nos preços dos combustíveis. Essa situação fez o comitê adotar maior cautela nas decisões, mantendo a taxa em 14,25% ao ano após três reduções consecutivas de 0,25 ponto percentual nas reuniões de março, abril e junho.

Com informações de Agência Brasil.

Fonte: Agência Brasil

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