Colômbia retoma venda de energia elétrica a Equador
Importação de 288 MW a 0,33 dólar por kWh, 67% abaixo da tarifa anterior

Em 10 de agosto de 2026, a Colômbia voltou a vender energia elétrica ao Equador, após a suspensão ocorrida em janeiro devido a tarifas aduaneiras impostas por Quito. O restabelecimento foi anunciado pelo Ministério de Ambiente e Energia do Equador.
Reinício das exportações de energia
As autoridades colombianas decidiram restabelecer o mecanismo de integração energética, permitindo que o Operador Nacional de Eletricidade do Equador (Cenace) e a operadora do sistema elétrico colombiano, XM, coordenassem a operação. O ministro colombiano de Energia, Edwin Palma, havia indicado na noite de terça-feira que o governo de Gustavo Petro tenderia a mão ao “povo irmão” equatoriano.
Volume e participação na demanda equatoriana
A transação programou a importação de 288 megawatts, o que corresponde a aproximadamente 6,2 % da demanda energética diária do Equador. Essa quota foi planejada para atender parte das necessidades de consumo local.
Preço da energia em condições competitivas
O preço médio da energia importada nesta jornada foi de 0,33 dólar por kilowatt-hora, valor cerca de 67 % inferior ao registrado em operações anteriores, quando o preço chegou a 0,99 dólar por kilowatt-hora.
Mecanismos de contrato ativados
Segundo o ministro Edwin Palma, foram ativados os mecanismos para celebração de contratos de exportação entre empresas do setor elétrico de ambos os países, algo que nenhum governo havia permitido em 23 anos de transações.
Contexto da guerra comercial
Entre fevereiro e junho, o Equador e a Colômbia viveram uma guerra comercial iniciada pelo presidente Daniel Noboa, que impôs tarifas que chegaram a 100 % para pressionar o governo colombiano a intensificar a vigilância fronteiriça. A disputa incluiu a suspensão da venda de energia pela Colômbia e o aumento do preço do transporte de petróleo da estatal Ecopetrol através de oleoduto equatoriano. O conflito terminou após a intervenção da Comunidade Andina de Nações, com Noboa atribuindo a solução a um acordo com o candidato Abelardo de la Espriella, eleito presidente e que será investido em cerimônia presidida pelo presidente equatoriano.
Com informações de El Tiempo.
Fonte: El Tiempo