Atrasos na transmissão de energia elevam conta dos colombianos
Relatório da Superserviços aponta custos de quase 25 bilhões de pesos entre 2022 e 2025 devido a atrasos nas obras de transmissão

Em 9 de agosto de 2026, a Superserviços divulgou um relatório que quantifica o peso econômico dos atrasos nas obras de transmissão de energia na Colômbia. Entre 2022 e 2025, os usuários pagaram 24,9 bilhões de pesos a mais nas contas de luz, reflexo das restrições no Sistema Interconectado Nacional.
Custos das restrições na conta dos consumidores
O estudo indica que o valor pago pelos consumidores representa 42,2 % dos 58,9 bilhões de pesos acumulados desde 2008 em despesas ligadas às restrições do sistema. Essas restrições surgem quando a energia não pode ser transportada de forma eficiente por falta de infraestrutura ou por projetos que não entram em operação na data prevista, obrigando o uso de geração mais cara.
Evolução dos valores das restrições
Em 2008, o custo anual das restrições era de 1,15 bilhão de pesos. O número subiu para 8,34 bilhões em 2024 – sete vezes mais – e, embora tenha recedido para 5,36 bilhões em 2025, ainda era 4,7 vezes superior ao de 2008. Esse aumento evidencia o agravamento do problema nos últimos anos.
Extent of unfinished projects
Com corte em maio de 2026, 189 das 390 restrições identificadas (48,5 %) não possuem nenhum projeto de expansão associado. Além disso, 94,9 % das restrições não contam com obras avançando conforme o cronograma previsto, indicando um atraso generalizado na rede de transmissão.
Principais causas dos atrasos
A Superserviços atribui os atrasos a três fatores principais: demoras nos processos de licenciamento ambiental, dificuldades na aquisição de terrenos e servidões, e problemas logísticos e técnicos durante a execução das obras.
Impactos regionais e na transição energética
A região Caribe concentra 39 % das restrições, com 73 casos sem projeto definido, tornando-a a zona mais vulnerável à falta de infraestrutura. Entre 2008 e 2025, a demanda comercial nacional cresceu 55,4 %, enquanto os projetos de expansão vencidos passaram de zero para 30, ampliando a diferença entre necessidade e capacidade instalada. Essa situação também dificulta a integração de novos projetos de geração renovável ao sistema nacional.
Recomendações da Superserviços
O relatório apresenta oito recomendações dirigidas ao Ministério de Minas e Energia, à CREG e à UPME, entre elas: fortalecer a coordenação institucional, agilizar licenças ambientais, acelerar convocações para projetos regionais, criar mecanismos de alerta precoce para atrasos e incluir avaliação explícita do impacto econômico nas decisões de adiamento de obras. A entidade enviará o estudo às autoridades setoriais e manterá monitoramento periódico do avanço dos projetos de transmissão e dos efeitos sobre as tarifas pagas pelos consumidores.
Com informações de El Tiempo.
Fonte: El Tiempo