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Ataque aos aeroportos de Riade deixa mais de 300 feridos

Rebeldes iemenitas lançam mísseis contra a capital saudita, gerando suspensão de voos e alerta internacional

Daniele Morais
11 de outubro de 2026 · 2 min de leitura
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Ataque aos aeroportos de Riade deixa mais de 300 feridos
Imagem: "Dammam0136" by Ciacho5 is licensed under CC BY-SA 3.0. To view a copy of this license, visit https://creativecommons.org/licenses/by-sa/3.0/.

Em 10 de outubro, mísseis lançados pelos rebeldes iemenitas Houthis atingiram o aeroporto internacional de Riade, capital da Arábia Saudita, deixando pelo menos 12 mortos e mais de 300 feridos. A explosão, que ocorreu por volta das 15h, não foi alertada pelo sistema de segurança do país.

Impacto imediato nas operações aeroportuárias

As operações do aeroporto foram suspensas enquanto a autoridade de aviação civil saudita avaliava os danos. Todos os voos com destino a Riade foram desviados ou cancelados, e apenas um helicóptero sobrevoava a região. Companhias aéreas como Kuwait Airways, Etihad Airways e Qatar Airways também suspenderam voos para a capital saudita.

Reação das embaixadas e governos estrangeiros

As embaixadas dos Estados Unidos, Reino Unido, Espanha e Alemanha orientaram seus cidadãos a evitar o aeroporto. A representação espanhola recomendou evitar deslocamentos não essenciais, enquanto a Alemanha aconselhou não usar o terminal até novo aviso. A embaixada americana informou que funcionários do governo dos Estados Unidos que trabalham na Arábia Saudita precisam de autorização especial para utilizar o aeroporto.

Autoridade de Aviação Civil e vítimas

A Autoridade de Aviação Civil do reino confirmou 12 mortos, incluindo quatro sauditas, dois cidadãos de Bangladesh e um de cada um dos seguintes países: EUA, Jordânia, Palestina, Síria, Sudão e Egito. Mais de 300 pessoas ficaram feridas, algumas em estado grave, e foram levadas a hospitais por ambulâncias e helicópteros.

Contexto do conflito no Iêmen

O ataque faz parte de uma escalada de tensão entre os Houthis, apoiados pelo Irã, e a Arábia Saudita. Desde o início de outubro, forças sauditas e aliadas têm conduzido bombardeios contra posições dos Houthis no Iêmen, enquanto o grupo tem retaliado com mísseis e drones contra o território saudita. A ofensiva de 10 de outubro foi descrita pelos Houthis como retaliação aos bombardeios realizados pela Arábia Saudita contra o Iêmen.

Reação dos Estados Unidos

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o governo avalia participar dos bombardeios sauditas contra os Houthis. Ele disse: “Talvez. Vamos analisar. Acabamos de saber do ataque mais recente, então vamos tomar uma decisão. Agimos muito rapidamente”. O presidente norte-americano classificou o ataque como “terrível” e expressou intenção de falar com o herdeiro saudita Mohammed bin Salman.

Operações de resposta da coalizão saudita

A coalizão liderada pela Arábia Saudita declarou o ataque como crime de guerra. O porta-voz do grupo militar, major-general Turki Al-Malki, afirmou que a ofensiva contraria os princípios do direito internacional humanitário. A resposta militar dos sauditas inclui ataques aéreos contra áreas do Iêmen controladas pelos Houthis.

Perspectiva de segurança e logística

Os ataques ao aeroporto ocorrem em meio a importantes conferências internacionais sobre energia e investimentos previstas para Riade. Apesar das ameaças, os organizadores dos eventos afirmaram que os eventos serão mantidos. A sequência de ataques também intensificou o cerco à cidade de Taiz e levou a retomada do controle do estreito de Bab el-Mandeb, uma passagem marítima estratégica que havia sido ocupada pelos Houthis.

Com informações de G1, CNN Brasil.

Fonte: G1, CNN Brasil

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