Apple apresenta nova contestação legal contra ordem britânica de acesso a
A empresa volta a questionar a ordem de fornecimento de acesso a informações criptografadas

Em 4 de agosto de 2026, a Apple confirmou ter apresentado nova queixa legal contra o governo do Reino Unido em um tribunal especializado em objeções ao uso de poderes de vigilância encoberta. A medida segue a disputa iniciada no início de 2025, que pede um acesso “backdoor” a dados altamente criptografados.
Nova ação judicial da Apple
A empresa não detalhou o conteúdo da queixa, mas o Financial Times informou que se trata de mais um desafio à exigência do Home Office para obter acesso a informações protegidas por seu sistema de Advanced Data Protection. Essa contestação foi protocolada no mesmo tribunal que analisa recursos contra ordens de vigilância secreta.
Motivo da exigência governamental
O governo britânico, por meio da Lei de Poderes Investigativos (IPA), tem autoridade para emitir notificações técnicas que podem obrigar empresas a fornecer meios para acessar dados de clientes. O objetivo, segundo declaração oficial, é garantir que autoridades possam acessar comunicações quando necessário e proporcional para combater terrorismo, crimes graves e abuso sexual infantil.
Posição da Apple sobre backdoors
A Apple reiterou, em comunicado divulgado no ano anterior, que está "gravemente decepcionada" por não poder oferecer o recurso de proteção avançada a novos usuários no Reino Unido, após sua retirada em fevereiro de 2025. A empresa afirmou que "nunca construímos um backdoor ou chave mestra a qualquer um de nossos produtos ou serviços e nunca vamos".
Reação de grupos de privacidade
Organizações como Privacy International celebraram a nova contestação, afirmando estar "felizes em saber que a Apple está novamente desafiando o regime de ordens secretas do Reino Unido". A Liberty, representada por Ruth Ehrlich, destacou a importância do caso para os direitos de privacidade, ressaltando que a criptografia de ponta a ponta protege dados pessoais como detalhes bancários, informações de saúde e conversas privadas.
Visão do comissário de poderes investigativos
Sir Brian Leveson, Comissário de Poderes Investigativos, já criticou o uso do termo "backdoor" pela mídia. Ele explicou que ordens como as discutidas só são emitidas se o Secretário de Estado considerar necessário e proporcional, devendo ser revisadas por um Comissário Judicial independente. Além disso, qualquer solicitação de dados requer autorização separada sob a IPA e está sujeita a supervisão independente.
Com informações de BBC News.
Fonte: BBC News